14.4.08

chamem-me masoquista

Acordar às 7, tomar o pequeno-almoço às 7:30, picar o ponto às 8, começar a trabalhar sem tomar café porque já sei que o tempo vai ser curto, fazer as coisas ao meu ritmo porque não tenho estagiários a meu cargo.
Fazer o serviço, dar os recados, falar com os médicos, sentir uma certa fome que já são 11 mas prefiro primeiro tratar de umas coisas pendentes, complicações inesperadas, já está na hora do almoço e já tenho tanta fome que nem tenho fome!
Almoçar, voltar, tomar café, agora só dá tempo de resolver umas coisas pendentes e resolver as carradas de trabalho de secretária!
Passagem de turno comprida, trabalho que ficou por fazer mas não dava mesmo para mais! No final, para descomprimir, dois dedos de conversa com quem fica...

Chego a casa uma hora mais tarde do que devia e estourada... Mas gosto de dias de trabalho assim!!

7.4.08

risca e rasga o papel

Não consigo excluir pessoas da minha vida.

Felizmente, não foram muitas as vezes em que fui confrontada com essa necessidade. Mas já aconteceu.
Quando alguém me magoa, quando age mal comigo ou com alguém que me está tão próximo que é impossível não tomar um partido, o que fazer?
Cortar relações?
Mas então e o que faço com os momentos que passámos juntos, com as gargalhadas que partilhámos, os presentes que trocámos, as músicas que ouvimos? Esqueço tudo isso? Será que tudo isso não é mais forte que um gesto mal interpretado, uma acção mal pensada, uma decisão mal tomada?

Custa-me muito… Sou uma pessoa extremamente optimista e acredito no melhor das pessoas. Se fico magoada no momento rapidamente o esqueço e ficam apenas as boas recordações, os meios sorrisos quando me lembro de um momento só nosso…

Será possível ter saudades apenas de uma parte de alguém?

4.4.08

a contestatária

Desde pequena que os professores me conheceram pelo mau feitio.
Por muito que eu tentasse esconder um sobrolho franzido ou uma mão na anca, esta minha faceta acabava por vir ao de cima.
No 10º. Ano o meu professor de T.L.B. chamava-me sindicalista. Era a defensora das causas perdidas, resmungava contra tudo o que me parecia injusto.
Agora acho muito mais difícil manter esta minha faceta desperta. Não o mau feitio, esse continua sempre presente! Mas a de reivindicadora.
No local de trabalho é sempre mais fácil “manter a bolinha baixa”, não pensar no que está mal, ou pelo menos não falar nisso. Os colegas mais velhos já estão acomodados ao sistema e não vêem com bons olhos os ventos de mudança.
E mesmo na sociedade em que vivemos, sinto que poderia estar muito mais envolvida do que estou. Desde que comecei a trabalhar perdi-me numa vida agradável mas fútil de convívio e lazer e esqueci-me de que poderia fazer isso de formas mais produtivas…
Fazer música, envolver-me mais nas iniciativas culturais do Porto (salvar o Bolhão, a minha nova paixão!), ler mais… são alguns dos meus objectivos a curto prazo…
Espero assim poder voltar à minha faceta… de contestatária!!

3.4.08

cachimbo da paz

Viver em sociedade é difícil.
Sim, somos animais sociais, mas também somos muito egoístas. Precisamos dos outros, mas porque queremos algo deles. Quanto mais não seja que precisem de nós.

Tenho um grupo de amigas. Somos oito. Oito gajas completamente diferentes, com feitios opostos, ocupações diferentes, estados civis diferentes, necessidades diferentes.
Para mim é óbvio que nas amizades cada qual dá aquilo que quer e pode. Quem quer dar mundos e fundos dá mundos e fundos, quem só pode oferecer um cafezinho de vez em quando faça o favor, quem só aparece quando precisa de desabafar esteja à vontade. Desde que eu tenha liberdade para fazer exactamente o mesmo – e muitas vezes isso significa dar mundos e fundos quando só recebo lamúrias. Não me queixo. Até fico feliz. Afinal, eu gosto de ser precisa. E quando preciso de me lamuriar, sei exactamente com quem quero e posso fazê-lo. E se não me queixo a uma pessoa, não quer dizer que não a considere minha amiga, só quer dizer que não é esse o tipo de relação que temos. E não se pode forçar uma relação que não está lá.

Um grupo de amigos é como uma sociedade. Existem diferentes tipos de relações e, quer se admita quer não, existe uma hierarquia. E, às vezes, existem conflitos. Hoje a NOSSA assembleia da república está em chamas…

Acendemos o cachimbo da paz logo à noite?

coisas que eu adoro

#1 - uma cama feita de lavado.

#2 - um fino numa esplanada num fim de tarde de sol.

#3 - comprar um gelado ou uma bola de berlim na praia; dar um mergulho e comê-lo/a a seguir; dar uma grande trinca naquela maravilha doce e lamber os lábios e sentir o salgado do mar.

#4 - uma mensagem de alguém com quem não falo há muito tempo.

#5 - receber cartas.

#6 - acordar sem o despertador e ficar "na ronha" (adoro esta expressão) na cama... de preferência acompanhada!

#7 - a comida da minha mãe.

#8 - dar presentes. Mas daqueles escolhidos a dedo para alguém especial, que sabemos que essa pessoa vai adorar. E adoro ver as suas caras quando o desembrulham.

#9 - dias de verão. E noites de verão.

Comparando esta lista com a das coisas que detesto, chego à conclusão que de facto sou uma pessoa optimista. Não consigo lembrar-me de mais coisas que deteste mas esta lista aqui poderia continuar interminavelmente.
Claro que há muito mais coisas que eu detesto do que aquelas que pus na lista. Só que só me lembro que as detesto quando sou confrontada com elas e logo a seguir esqueço-as outra vez.
Mas as coisas que eu adoro... Dessas nunca me esqueço!

2.4.08

chá e paciências

Quem me manda andar a dizer "com um dia destes não há meu feitio que resista"??!

Claro que a sorte tinha de me cair em cima da cabeça... Estava eu toda cheia de espírito empreendedor a aspirar a minha maison e eis que quando ligo o aspirador à tomada da sala fico às escuras... Curto-circuito!!

Felizmente o faz-tudo com nome de anjo do meu senhorio, o Sr Delfim, veio há pouco solucionar este meu drama.

Ainda assim o meu início de noite foi bem à moda antiga..


este filme não é para cardíacos




























Mas adorei.

há dias assim

O sol resolveu espreitar.
Até estava de folga.
Diz que fui almoçar com uns amigos a uma esplanada. Comi bem.
Andei a passear por aqui.














E por aqui.



Por lá comprei estes.


Que vim para casa degustar enquanto lia "Cem anos de solidão" refastelada no sofá.

Há mau feitio que resista?

1.4.08

com tudo isto...

... esqueci-me de dizer aquilo que detesto mesmo...

o dia das mentiras!! (sim, caí em todas as petas que me enfiaram!)

coisas que eu detesto

#1 - que não atendam as minhas chamadas ou não respondam às minhas mensagens. Sou capaz de dar saltos de corça e correr kms em segundos para atender uma chamada e gosto de pensar que as pessoas têm esse cuidado comigo. Se estão a trabalhar, a dormir, ou ocupadas de alguma outra forma, que respondam num curto espaço de tempo, digamos 2-3 horas... Sim, eu sei, é egocêntrico mas não peço nada que eu mesma não faça!

#2 - brincadeiras de mau gosto, como por exemplo: gozar com os pontos fracos de alguém, ou nas suas costas, ou tudo o que envolva estragar comida ou obrigue a lavar o cabelo a seguir (sim, isto inclui as praxes!)

#3 - esperar por pessoas atrasadas (ver aqui)

#4 - dormir com os pés frios

#5 - ter férias em novembro e não ter dinheiro e/ou companhia para ir para um país tropical

#6 - fazer a declaração de IRS

(to be continued)